Você tem talento para a música?

Vai ser muito difícil encontrarmos alguém que não gosta de música. Todos nós cantarolamos algo, seja em casa ou nos shows e nas festas. Aprendemos os sons musicais até antes mesmo de aprender a falar.

A música tem uma representatividade grande não só nas nossas vidas da forma lúdica, mas é também uma forma de expressão importante de todas as sociedades.

Mas e quando parece que temos o dom para a música, seja cantando ou tocando um instrumento? Muitas pessoas dizem que cantamos bem, mas podemos estar apenas acima da média no nosso círculo de amizades – e isso talvez não signifique muito.

Então, como saber se você tem talento para a música, sem considerar a boa vontade dos amigos?

A inteligência musical

A dom para a música nada mais é do que a habilidade para desenvolver a inteligência musical, que consiste em nas habilidades naturais de:

  • Compor, cantar ou tocar uma peça musical;
  • Perceber temas musicais;
  • Identificar ritmos e timbres.

Ou seja, é algo que vai muito além de ter afinação ou ter ritmo, expressões muito usadas pelas pessoas quando falam do dom, mas que representam apenas alguns aspectos de tanta complexidade que é o talento musical.

Uma manifestação interessante desta inteligência musical são as pessoas que aprender a tocar um instrumento ou alguns recursos vocais sozinhas, sem uma orientação profissional.

Em uma produtora de áudio você vai conseguir identificar isso.

O estudo demonstrando o talento

Evidentemente, esses são minoria e demonstram o talento da forma mais cristalina – algo que precisaria ser explicado até geneticamente e também pode ter relação com os estímulos que a criança recebe para exercitar a sua curiosidade e ter a liberdade de experimentar.

Mas existe também o talento pela capacidade da pessoa e em qualquer idade – mas de forma muito mais visível na infância, quando o aprendizado é mais fácil e natural – de aprender música, de várias formas, podendo focar mais o canto ou a instrumentação.

Ela pode desenvolver uma aptidão muito grande ao começar a estudar música – algo que flui naturalmente e parece que estava sempre ali, só esperando o incentivo certo. Podemos dizer que ela tem o talento, que foi estimulado e encontrou um espaço para se demonstrar.

O talento resiste com a persistência, mas não nasce na insistência

O estudo e o incentivo podem fazer nascer o talento para qualquer atividade, inclusive para a música – que sempre é muito associada a algo divino, como se apenas escolhidos tivessem o dom.

Não é verdade. Se existem motivos genéticos ou de ambiente que favorecem, e se estudar com determinação pode fazer o talento nascer, então todas as pessoas podem se tornar talentosas. O que vai fazer com que uma minoria realmente seja é a persistência, a crença de que aquela habilidade faz sentido na sua vida.

Isso explica tantos pais e mães frustrados com filhos que não desenvolvem o talento após anos de estudo, ficando no básico – a frustração não tem sentido, a criança ou o jovem apenas não se conecta com a música de uma forma tão diferente.

O importante é que os pais saibam o limite da tentativa e do investimento – a insistência só vai gerar mais frustração no filho, deixando de descobrir talento em outras habilidades, como o esporte por exemplo.

Gostar não determina talento

Quantas de nós adoramos cozinhar, mas não temos o talento para a gastronomia? Ou adoramos jogar futebol, mas não somos nem as primeiras escolhas na hora de formar os times?

Gostar muito a ponto de identificar arranjos, desafinadas e capacidades vocais em outras pessoas, e recursos musicais e estilos não significa ter o talento para a música; significa apenas que você será uma excelente crítica de música.

O que não deixa de ser uma carreira de futuro e prazerosa, não é mesmo?

 

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